A McAfee soltou um relatório tentando responder exactamente a esta pergunta. Alguns dados interessantes:
- volume de spam estimado em 2008: 62 trilhões de mensagens;
- consumo anual de energia devido a spam: 33 bilhões de kWh, ou o equivalente a 2,4 milhões de domicílios nos EUA;
- a maioria do consumo de energia é devido ao utilizador final.
Esta última conclusão é a mais surpreendente. Vamos, então, aos factores que são responsáveis pelo consumo de energia gerado por spam:
- falso-positivos: quando uma mensagem é indevidamente marcada como spam força o usuário a vasculhar manualmente a pasta onde o spam é armazenado
;
- filtros de spam: processamento para que os filtros funcionem de forma adequada
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- ler mensagens spam
;
- armazenamento do spam;
- servidores de spam;
- criação de spam
;
- busca de endereços para enviar spam;
Destes factores, a surpresa é que o consumo que os utilizadores fazem ao ler mensagens spam é responsável por 52% de todo o consumo. O gráfico abaixo, retirado do relatório da McAfee, é ilustrativo:

Resumindo, temos que o impacto ambiental do spam em si (criação, servidores, transmissão) é muito baixo comparado ao causado pelo comportamento do próprio utilizador. O relatório conclui que se fossem usados filtros adequados, o impacto ambiental poderia ser reduzido até 75%.
[fonte McAfee]