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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Timberland / Desflorestação

A desflorestação consiste na destruição de florestas através do derrube de árvores, incêndios ou da agricultura e do pastoreio intensivo.
As preocupações sentidas por todos nós nos últimos anos, com a quantidade de incêndios florestais que anualmente devastam largas áreas das nossas matas, têm de nos conduzir à resolução ou à minimização deste grave problema.
Os incêndios têm graves consequências nos ecossistemas florestais, são responsáveis por desequilíbrios biológicos que interferem com a estrutura e funcionamento dos eccossistemas florestais. São também responsáveis pela erosão do solo e alteração do clima assim como são os culpados pelo aumento da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera.
É verdade que existe cada vez mais uma maior consciencialização pública no combate à desflorestação, mas esta ainda não sofreu o abrandamento necessário. Só com uma gestão mais eficiente e controlada das florestas por parte das autoridades nacionais e internacionais é possível diminuir a desflorestação. Temos de preservar agora para que as gerações futuras possam aproveitar e usufruir dos recursos naturais (desenvolvimento sustentável). Temos fundamentalmente de apostar na reflorestação de modo a criar novas fontes de madeira e reabilitar as áreas florestais degradadas.
O crescimento demográfico, que conduz ao aumento das necessidades alimentares e, por outro lado, a prática de uma agricultura e pecuária intensivas, provoca a poluição dos solos. Com o objectivo de aumentar a produção e obter maiores lucros, os agricultores utilizam grandes quantidades de fertilizantes químicos, pesticidas, insecticidas e fungicidas que em contacto com os solos irão, mais cedo do que mais tarde, acabar por trazer problemas como o desgaste dos solos e a perda das suas substências mias nutritivas.
A desflorestação acarreta outros graves problemas: aumenta o efeito de estufa, empobrece a biodiversidade(pois muitos animais são vítimas de extinção)e acelera o alastramento do deserto, tornando os solos pouco produtivos.
Aliado à desflorestação está a erosão dos solos.Uma das formas de deter a erosão é combater os efeitos da água e do vento. É certo que ninguém tem o poder de impedir o vento de soprar e a água de cair. No entanto, podemos tentar enfraquecer a sua acção com a construção de socalcos e de sebes para cortar em parte a força do vento.
Embora seja o homem o principal agente responsável pela maior parte de destruição do solo, o problema reside na impossibilidade de o refazer.
No âmbito de evitar a erosão dos solos, as florestas assumem muita importância uma vez que evitam a erosão através da manta morta e das raízes das árvores que facilitam o escoamento.
Temos de nos convencer e interiorizar que os recursos naturais renováveis devem ser geridos de um modo sustentável para que correspondam à sua designação e se renovem ao longo do tempo. Contudo, actualmente assiste-se ao risco de exaustão de alguns destes desvios à sua sobre exploração.
Assim, e apesar de, nos últimos anos, já alguns esforços terem sido consumados a nível governamental coincidentes com as medidas que anteriormente referi, estes ainda são parcos e devem ser ampliados de forma a proporcionar às gerações futuras uma vida saudável tal como esta foi proporcionada em gerações passadas.

O que está a acontecer ao clima?

Temos de ter noção de que as alterações climáticas não são um fenómeno recente. Ao longo da história do nosso planeta existiram vários episódios em que o clima mudou radicalmente, como por exemplo a idade do gelo. As eras glaciares sucederam-se ao longo dos últimos milhões de anos, ocorrendo com frequências e 40000 a 100000 anos. Há muitos milhões de anos as alterações climáticas tinham como origem, unicamente, causas naturais.
Actualmente a grande maioria dos cientistas concorda que tais alterações se devem a crescentes concentrações de gases de efeito de estufa que mantêm o calor na atmosfera e que são causados pela actividade humana. Nos últimos anos, estudos feitos por cientistas que estudam as alterações climáticas(AC), concluíram que a poluição das fábricas, a produção de electricidade, o consumo de gasolina tem um impacto negativo no clima. Em 1990, num relatório do Painel Intergovernamental das Alterações climáticas ( organismo internacional que se dedica ao estudas das AC),é corroborada cientificamente a existência de AC. Este facto impulsionou decisores e políticos para a assinatura, em Junho de 1992, no Rio de Janeiro, da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. Esta Convenção, tinha como objectivos estabilizar as concentrações dos GEE(gases de efeito de estufa) na atmosfera, a um nível que evitasse interferências perigosas das actividades humanas no sistema climático do Planeta. Nas últimas décadas a crescente utilização dos combustíveis fósseis elevou para níveis preocupantes o efeito de estufa. Durante o séc XX, a temperatura média do ar aumentou globalmente cerca de 0,6ºC e na Europa, 1ºC. Os níveis do mar subiram entre dez a vinte centímetros e actualmente estão a subir cerca de dois milímetros por ano.
As projecções para o futuro não são mais animadoras. Caso o aquecimento global continue, prevê-se uma catastrófica realidade nos próximos vinte e cinco anos, com cerca de 300.000 pessoas a morrerem por ano devido ao aquecimento global, segundo a informação recolhida por Al Gore e a sua equipa. O nível do mar poderá aumentar até 6 metros( 20 feeet segundo os cálculos de Al Gore), com o degelo na Antárctica e da Gronelândia devastanto todas as zonas costeiras. A temperatura aumentrá significamente e com isso suceder-se-ão os incêndios e as secas. Mais de um milhão de espécies tenderão á sua extinção e prevê-se que até 2050 o oceano Árctico estará livre de gelo.
Em Portugal, segundo os dados do Instituto Meteorológico, no período de 1980 a 2000 deu-se um acréscimo da temperatura da água do mar.Este facto poderá ter promovido a alteração dos padrões de distribuição e abundância de algumas espécies ao longo da costa. A amplitude térmica tem vindo a decrescer em muitas estações climáticas acompanhada por um aumento de frequência de secas severas e redução da duração da estação chuvosa. Portugal, com grandes extensões rochosas, muitas vezes com arribas de grande altura, não é dos países mais vulneráveis à elevação do nível médio do mar. Contudo tem uma grande extensão de praias arenosas e áreas lagunares as quais reflectirão seguramente essa elevação. Os impactes mais relevantes serão o aumento do risco de inundação, a deslocação das zonas húmidas e a aceleração da erosão da zona costeira. As zonas mais preocupantes, ou onde as consequências da elevação do nível médio do mar serão as das lagunas de Aveiro e da Ria Formosa, separadas do oceano por cordões arenosos, que poderão desaparecer. Lagunas mais pequenas como Óbidos ou Albufeira sofrerão impactes. Nas zonas estuarinas( espaço de nidificação de muitas espécies de peixes com interesse comercial), as alterações atingirão elevada magnitude, principalmente as do Tejo e do Sado, com perda de terrenos agrícolas e de grande parte de sapais, bem como inundações de zonas baizas vizinhas. Em Portugal poderão surgir condições para novas culturas, como o algodão.Contudo, o impacto económico na agricultura nacional vai depender de muitos factores e as modificações exercidas pelos fenómenos climáticos vão variar de cultura para cultura.
Reconheco também, apesar da informação que recolhi, a difícil previsão das implicações de Alterações Climáticas associadas ao aumento das concentrações de GEE(gases com efeito de estufa), a nível global, regional e local, dada a grande diversidade de factores ambientais em tema, o elevado grau de incerteza dos acontecimentos que as provocam e do funcionamento global do sistema atmosférico terrestre.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Energia eólica: amiga do ambiente.

Energia eólica é a energia que provém do vento. O termo "eólico" provém do latim aeolius, relativo a Éolo, deus dos ventos na mitologia grega.
O aproveitamento desta energia provém da Antiguidade quando servia para mover os barcos impulsionados por velas ou para fazer funcionar a engrenagem de moínhos. Aqui, o seu aproveitamento era mecânico. Só na actualidade se utiliza a energia eólica para mover aerogeradores- turbinas enormes colocadas estrategicamente em locais com muito vento que têm a forma de um catavento que com o seu movimento e com o auxílio de um gerador, produz energia eléctrica.
Esta energia é hoje considerada uma das mais promissoras´fontes naturais de energia porque é uma energia renovável não se esgota. Além disso, as turbinas eólicas podem ser utilizadas tanto em conexão com redes eléctricas como em lugares isolados.Podem também ser utilizados isoladamente para alimentar localidades remotas e distantes da rede de transmissão.
Para que a produção deste tipo de energia se torne rentável, estes moínhos devem agrupar-se em parques eólicos que consistem em concentrações de aerogeradores.
É uma energia renovável, limpa, distribuída globalmente e se for utilizada na substituição de fontes de combustíveis fósseis, auxilia na redução de efeito de estufa.
Em Portugal, o primeiro parque eólico foi construído na Ilha do Porto Santo. No final do ano 2007 éramos o décimo produtor mundial de energia eólica em termos absolutos.
Tenho para mim que o avanço da energia eólica em certos países é uma oportunidade de promover o desenvolvimento regional de maneira sustentável, proporcionando inúmeras vantagens, principalmente a nível de emprego.
Diferentemente dos combustíveis tradicionais, esta é uma fonte de energia permanentemente disponível praticamente em todos os países. Tem os benefícios de ser uma energia limpa e elimina os custos de outros combustíveis, evitando riscos prolongados de outras fontes e a dependência económica e política pela importação de outros países.O poder do vento tem vindo a economizar milhões de toneladas de CO2.
Destaco a importância, por todas as razões acima indicadas, de programas de incentivo à geração de energia solar e eólica como formas de auxiliar o País na implementação de um plano sobre o mudança do clima e também a importância da aliança entre a área ambiental e energética.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Acqua

É um facto incontestável que a água é essencial para a vida na Terra.
Em muitas culturas, o medo da seca deu lugar a ritos de invocação de chuva.
Para poder germinar a semente precisa de um solo húmido, e em relação ao desenvolvimento dos organismos animais também ele requer um meio líquido. O próprio corpo humano é composto por 2/3 de água. Mais ainda, hoje em dia pensa-se que a vida surgiu no fundo dos oceanos, há mais de três milhões de anos.
Contudo, as mitologias não esperaram pela ciência moderna para realçar com veemência a ligação entre a água e a vida:na maioria dos mitos sobre a origem do cosmos é um oceano que antecede a criação do mundo. São inumeráveis os relatos e lendas em todas as culturas:regeneração do corpo, juventude eterna...
A água é tão desejada quando falta como é angustiante quando abunda de um modo incontrolado. E embora o homem tenha aprendido a dominar o fogo, nunca foi capaz de combater eficazmente as inundações. Por esta razão o dilúvio é, em inúmeras culturas, a expressão directa da ira divina, de um desejo de destruição inapelável.
As águas que antes eram boas para beber, tornaram-se, em muitos pontos do globo, negras e pútridas.
Assim se começa a tomar consciência que os maus hábitos de higiene da civilização urbana podem ter efeitos perversos. Esta desenvolve-se com uma rapidez extraordinária e infelizmente a urbanização e a demografia adaptam-se mal ao regime natural das águas. As águas precisam de tempo e espaço para se regenerarem e a demografia e a urbanização não podem proporcionar- lhes nem uma coisa nem a outra.
A água não conspurcada nem contaminada por venenos lentos é algo que felizmente ou infelizmente, uma grande parte da humanidade ainda desconhece.
O que iremos beber nos séculos seguintes?
A penúria é já visível em muitas sociedades e não tarda muito tornar-se-á um factor de violência, porque todos os recursos escassos são alvo de disputa.
A ordem mundial não pode permitir uma guerra da água mas não será por apelo a meras orações ou por magia que a conseguiremos evitar.Urge por isso a mudança dos comportamentos.
O que há a fazer é alterar os nossos hábitos de consumo e de utilização deste recurso como cidadãos e agentes económicos, de forma a garantir a manutenção de uma boa qualidade e quantidade de água potável disponível. Sendo a água um elemento insubstituível, sem uma adequada gestão da água que tenha em conta este novo conceito não será possível garantir o funcionamento do ambiente, da economia e da própria sociedade.

Consulte-se a nível de legislação nacional: O Decreto do Presidente da República nº147/2008-Ratificação do Protocolo de Revisão da Convenção sobre Cooperação para a Protecção e o Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas.; a Resolução da Assembleia da República nº62/2008-Aprova o Protocolo de Revisão da Convenção sobre Cooperação para a Protecção e Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas.;a Lei nº 13/2007-Autoriza o Governo a aprovar o regime de utilização dos recursos hídricos.